Este documento confidencial da década de 1970 revela alegações extraordinárias sobre a suposta ligação entre a CIA e fenômenos OVNI, incluindo o polêmico Caso Villas-Boas e a misteriosa OPERAÇÃO MIRAGE.

Ilustração do Caso Villas-Boas  | Gerado por IA


Contexto e Fontes do Documento

A Origem das Informações

Este é um documento da década de 1970, cujo conteúdo foi parcialmente confirmado através de investigações independentes. A fonte primária das informações é identificada como um tradutor do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, ativo na época, que anteriormente trabalhou como ex-agente da AID/CIA na América do Sul entre 1956 e 1963. O contato foi estabelecido através de telefonemas pessoais, mediados por um intermediário próximo, realizados especificamente nos dias 19 e 27 de fevereiro de 1978.

As Teses Principais

As informações reveladas apontam que a CIA tem criado eventos forjados envolvendo OVNIs e discos voadores desde 1955, através de um programa secreto denominado OPERAÇÃO MIRAGE. Segundo o documento, embora eventos reais com OVNIs tenham ocorrido, centenas de episódios em todo o mundo foram simulados pela agência de inteligência utilizando tecnologias experimentais avançadas, drogas que alteram a mente e induções psicológicas sofisticadas. Pessoas atuantes no campo da ufologia foram sistematicamente impedidas de realizar estudos sérios devido a medidas sutis e/ou extremas da CIA.

O Informante B.N. e Suas Credenciais

Identidade e Verificação

O material apresentado foi extraído e sintetizado a partir de duas conversas telefônicas com um homem referido neste documento como B.N., cujo nome completo seria Bosco Nedelcovic. Essas informações surgiram durante a elaboração de um documento independente que acabou estagnado devido a um caso conhecido como o Mistério de Scoriton. B.N. não forneceu as informações por iniciativa própria; elas chegaram ao autor através de um amigo em comum sob circunstâncias singulares. Não há certeza sobre a atual cidadania de B.N., mas sabe-se que ele veio da Iugoslávia, seu país natal, para trabalhar na América do Sul.

Atuação Profissional

Verificou-se que B.N. foi, de fato, funcionário da AID (Agência para o Desenvolvimento Internacional) do Departamento de Estado, e atualmente trabalha para o Departamento de Defesa. Quando foi enviado aos Estados Unidos em 1963, foi designado para o Departamento de Defesa como tradutor para os militares. Ele viajava com pessoal da Defesa em missões oficiais no exterior e trabalhava com dignitários estrangeiros que visitavam instalações militares no país. B.N. era regularmente designado para participar de briefings da CIA sobre OVNIs, destinados a oficiais da OTAN e agentes da CIA na Europa.

O Caso Villas-Boas Segundo a Versão da CIA

A Missão em Minas Gerais

Durante o telefonema de 19 de fevereiro de 1978, B.N. compartilhou informações pessoais e forneceu detalhes sobre várias "missões" envolvendo OVNIs das quais participou a serviço da CIA, enquanto trabalhava oficialmente para a AID no Brasil. O episódio mais facilmente verificável ocorreu quando B.N., enquanto estava em serviço em São Paulo no final de 1957, recebeu instruções de seu supervisor imediato para se apresentar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele foi levado de avião ao Rio na primeira semana de outubro; lá, embarcou em um helicóptero de transporte militar juntamente com outros dois funcionários da AID que ele conhecia, um homem apresentado como médico e um oficial da Marinha brasileira.

A Base na Serra do Espinhaço

A tripulação do helicóptero era composta por piloto, copiloto e navegador — todos militares da Marinha dos EUA. Eles voaram para uma base conjunta brasileiro-americana na Serra do Espinhaço. Durante a estadia na base, realizaram voos de reconhecimento sobre uma área conhecida como Pico da Bandeira. Vários equipamentos foram testados durante os voos, mas os três homens da AID não participaram diretamente dos testes. Eles haviam recebido instruções sobre a missão, e sua função foi definida como de natureza auxiliar. As informações recebidas indicavam que eles participavam de novas formas de testes psicológicos que, futuramente, seriam aplicados em contextos militares.

O Voo sobre Uberaba e Rio Grande

Poucos dias após os voos, em meados de outubro de 1957, eles embarcaram no mesmo helicóptero que os havia levado à base de Espinhaço. Os passageiros originais estavam a bordo, além de outro militar da Marinha dos EUA. Também havia no helicóptero diversos equipamentos eletrônicos, incluindo uma tela de radar de grandes dimensões e um compartimento com acabamento semelhante a cromo, medindo aproximadamente 90 cm por 1,5 m. Equipamentos médicos também estavam a bordo. Eles voaram até Uberaba, onde pousaram, mas não desembarcaram do helicóptero. Retomaram o voo várias horas depois, por volta das 22h. Sobrevoaram a região do Rio Grande e examinaram o terreno com os holofotes de varredura do helicóptero. Retornaram a Uberaba e passaram a noite lá, no helicóptero.

A Captura e o Uso de Lorazepam

Na noite seguinte, eles fizeram a mesma rota da noite anterior. Após várias horas, pairaram sobre uma pessoa que havia sido detectada por dispositivos de sensoriamento térmico a bordo. Desceram a uma altitude de 60 metros e liberaram um derivado químico hoje conhecido como Lorazepam. Pousaram o helicóptero logo após a liberação do produto químico. A pessoa, um homem, não estava imóvel e começou a correr. Os três homens da AID saíram pela escotilha traseira e perseguiram o homem. Eles o alcançaram na extremidade oposta de um campo arado e o arrastaram de volta para o helicóptero. O homem estava atordoado e caiu de bruços, batendo o maxilar inferior no degrau da rampa do helicóptero. Um dos homens da AID o ajudou a entrar no helicóptero.

O Desfecho da Operação

O homem permaneceu a bordo do helicóptero por cerca de duas horas. Os três homens da AID e a tripulação do helicóptero aguardaram do lado de fora. B.N. disse que era uma noite limpa e fria, e o tempo passava lentamente. Quando o homem foi passado pela escotilha do helicóptero, por volta das 3 da manhã, ele estava inconsciente. Os outros dois homens da AID o levaram até um trator que estava no campo e o deitaram ao lado dele. Eles voaram de volta para Uberaba. No dia seguinte, voaram de volta para a base de Espinhaço. Alguns dias depois, foram levados de volta ao Rio de Janeiro. B.N. retomou o trabalho em São Paulo. Outras missões foram realizadas em vários países da América do Sul, notadamente Argentina e Venezuela, das quais B.N. participou, mas sua atuação principal ocorreu no estado de Minas Gerais, no Brasil.

Briefings da CIA e a Operação Exeter

Planejamento de Eventos Forjados

Entre 1964 e 1965, B.N. participou de briefings que delineavam procedimentos para lidar com episódios envolvendo OVNIs na Inglaterra. Oficiais da RAF e outros militares britânicos participaram dessas reuniões. Oficiais da OTAN também estavam presentes, assim como agentes da CIA e militares dos Estados Unidos. Foram elaborados planos para "exibições visuais, deslocamento via radar e lançamento de artefatos". Os materiais eram enviados por meio do depósito de defesa da OTAN nos Países Baixos, localizado em Nova Jersey. A coordenação dos eventos ficou sob a jurisdição da Base da RAF de Lakenheath, na Inglaterra.

O Projeto Exeter

No projeto de 1964 e 1965, chamado "Exeter" para corresponder a episódios planejados na mesma época para Exeter, em New Hampshire nos Estados Unidos, e Exeter, na Inglaterra, foram estabelecidas coordenadas de "avistamento" para uma área triangular na Inglaterra que abrangia Dover, Cambridge, Warminster e Exeter em Devonshire, pois essa região cobria tanto a populosa área de Londres quanto as zonas rurais. Em um dos avistamentos de 1965, um homem relatou o avistamento de um objeto e o lançamento de material a um dos grupos britânicos de ufologia. Agentes da CIA, atuando na equipe ou como membros desses grupos, entraram em contato com o homem a respeito do avistamento.

O Episódio de Devonshire e Experimentos com Drogas

A Experimentação Fatal

Em um briefing realizado em janeiro de 1969, a CIA relatou a morte de um homem, ocorrida em 1968, em decorrência de experimentação excessiva. O evento foi referido como o "episódio de Devonshire de 1965". Mais tarde, B.N. viu relatórios que também chamavam a atenção para o "acidente com micro-ondas", contendo advertências a agentes da CIA e da NSA sobre o uso imprudente da tecnologia de micro-ondas. Ele não se lembrava de restrições quanto a experimentos com drogas. O homem foi levado a Londres, onde aceitou a proposta de ter sua história verificada mediante o uso de uma "droga da verdade". Durante essa sessão, um médico administrou substâncias experimentais destinadas a induzir conteúdos alucinatórios específicos nos processos cerebrais do indivíduo.

Tecnologia de Micro-ondas e Monitoramento

Nesse caso, o homem também foi estimulado por transmissões de micro-ondas, de modo que o conteúdo induzido fosse retido após o despertar como se fosse um evento real. Foram estabelecidos novos contatos entre o homem e outros grupos de estudo de OVNIs, visando monitorar os resultados da experimentação e determinar o padrão seguido por esses grupos em casos semelhantes. B.N. disse que viu relatórios de muitos episódios desse tipo, mas este foi o único de que ele se lembrava em que uma morte foi atribuída diretamente ao próprio experimento. Quando questionado se alguém havia sido disciplinado devido à morte do homem, B.N. afirmou que a CIA jamais tomou medidas disciplinares por qualquer acidente ocorrido durante o cumprimento do dever.

O Programa Elimlegit e Mortes Suspeitas

Eliminação de Pesquisadores

B.N. mencionou a existência de um programa chamado "Elimlegit", que previa o encerramento de estudos sobre OVNIs que pudessem representar riscos à segurança nacional. Esse programa ainda continua em vigor, embora sob outra forma. Ele disse que, se alguém investigasse as mortes de Jessup, Edwards, Ruppelt e, segundo ouvira dizer, McDonald, poderia descobrir algo tão impactante quanto os assassinatos da década de 1960. Estes são, naturalmente, Morris Jessup (cientista e autor), Frank Edwards (comentarista e autor), Ed Ruppelt (capitão da Força Aérea, ex-chefe do Projeto Blue Book e autor) e James McDonald (cientista renomado). O único elo entre eles é a posição pública que adotaram em relação aos OVNIs — a menos que se levem em conta as circunstâncias de suas mortes: dois suicídios (os cientistas) e dois ataques cardíacos.

Venenos e Intimidação

B.N. acrescentou que, com uma investigação minuciosa, alguém conseguiria descobrir que a CIA havia registrado publicamente a realização de experimentos com os venenos holoturina e ácido cianídrico. Em algumas ocasiões, agentes da CIA foram enviados às residências de pessoas que haviam feito declarações públicas sobre OVNIs ou avistamentos, com o objetivo de intimidá-las — os infames "homens de preto". B.N. afirmou ter visto o Dr. Allen Hynek em briefings da CIA no final da década de 1960 e início da de 1970, o que levanta questões importantes sobre o envolvimento de pesquisadores renomados com operações da agência.

Outros Casos e Tecnologias Utilizadas

Caso Hill e Pascagoula

B.N. indicou que o episódio envolvendo o casal Hill, em New Hampshire, foi uma operação da CIA e acreditava que o episódio dos pescadores no Mississippi (evidentemente, o caso de Pascagoula) também fora uma experiência da CIA, embora não tivesse conhecimento direto do fato, já que não participava mais dos briefings quando isso ocorreu. Ele também não tinha conhecimento direto de que o governo dos Estados Unidos ou a CIA possuíssem quaisquer artefatos reais de OVNIs. Afirmou que, de fato, houve avistamentos reais de OVNIs, bem como registros em filme, pois ele vira muitos deles. Nunca viu filmes ou fotografias de humanoides, mas esteve presente em apresentações de slides que detalhavam operações forjadas pela CIA.

Tecnologia Holográfica

Quando questionado sobre como a CIA criava avistamentos de OVNIs ou simulava pousos, B.N. respondeu que eram utilizadas técnicas holográficas, as quais haviam evoluído significativamente ao longo dos anos, conforme observara nos relatórios dos briefings. Ele disse que não podia fornecer detalhes específicos, pois o assunto era muito complexo, mas afirmou que era possível encontrar indícios do "estado da arte" em manuais governamentais disponíveis ao público. Pesquisas sobre holografia revelaram que trabalhos extensos na área foram realizados já em 1948. Inicialmente, utilizavam-se lâmpadas de mercúrio filtradas; depois, lasers de gás hélio-néon e, atualmente, lasers de rubi pulsados para produzir imagens tridimensionais.

Bases Operacionais

B.N. disse que a CIA operava a partir da Base Aérea de Holloman e de Fort Monmouth — que são "canais" da CIA, entre outros locais. Essas instalações serviam como centros de coordenação para as operações envolvendo simulações de avistamentos e experimentos psicológicos. A combinação de holografia acústica com hologramas iluminados por um feixe de luz monocromática colimada podia gerar a imagem tridimensional de um objeto com um grau considerável de realismo. Dois feixes focalizados a um ângulo de 45 graus sobre uma grande área podiam criar um holograma a certa distância, com resolução e fidelidade que rivalizavam com a realidade.

Verificações e Notas Técnicas

Investigações em Andamento

Os investigadores estão tentando verificar se o Aeroporto Santos Dumont no Rio estava ou não em funcionamento em 1957 e se aeronaves militares o utilizavam. Até 26 de abril de 1978, não haviam recebido resposta à consulta enviada ao Consulado dos Estados Unidos no Rio. Segundo o Escritório de Informações do Departamento da Marinha dos Estados Unidos, navios da Marinha estiveram e estão presentes em águas sul-americanas, e os militares têm permissão para desembarcar em várias cidades da América do Sul, mas não foi possível confirmar se militares da Marinha dos EUA realizavam missões de voo no Brasil em 1957.

Bases Militares e Equipamentos

Foram enviadas cartas ao Gabinete de Informações do Departamento de Defesa em Washington, mas ainda não havia resposta até a data do documento. Existem bases militares compartilhadas em alguns países da América do Sul, e os investigadores aguardavam informações específicas sobre 1957 e o Brasil. Estão sendo pesquisados livros antigos sobre aeronaves para determinar se existem ou existiam acomodações para dormir e holofotes de busca ou "luzes de varredura" em helicópteros de transporte. Também estão tentando determinar se a dispersão de qualquer material a 60 metros seria eficaz, considerando a ação do rotor de um helicóptero, e se existem escotilhas traseiras em helicópteros militares, bem como rampas ou degraus.

Dispositivos e Substâncias

Dispositivos de detecção de calor foram usados no Vietnã, mas os investigadores estão tentando determinar se foram usados em 1957 e se são ou eram eficazes a partir do ar para detectar um corpo do tamanho de um homem. O lorazepam causa amnésia relacionada ao processo de memorização e está atualmente em uso, segundo fontes encontradas. Estão verificando se ele provoca ou não inconsciência, bem como a data de seu primeiro uso. B.N. disse que a CIA utilizava regularmente Pentothal (tiopental sódico), hioscina e norepinefrina, e que viu esses nomes em muitos relatórios dos briefings, lembrando-se deles particularmente porque sempre tinha dificuldade ao traduzir para outras pessoas.

O Mistério de Scoriton

O Livro e a Farsa

O "Mistério de Scoriton" é o título de um livro de Eileen Buckle, em coautoria com Norman Oliver, publicado na Inglaterra. Acreditava-se que não tenha sido publicado nos Estados Unidos. O texto relata eventos ocorridos em Scoriton (Devon) em 1965, envolvendo um homem chamado Bryant, que alegou ter tido um avistamento no qual encontrou um ser espacial chamado "Yamski" — o qual afirmava ser George Adamski reencarnado. Adamski havia falecido pouco antes do suposto contato com Bryant. A história é complexa e confusa demais para ser detalhada neste documento. A farsa de Scoriton foi mencionada por Jerome Clark em seu livro escrito em parceria com Loren Coleman, "The Unidentified". Clark reconheceu a história como uma farsa ao ser confrontado com material de Norman Oliver, coautor de Buckle.

Desdobramentos

No entanto, há um desdobramento desse evento — ocorrido há dez anos — que pode indicar haver algo mais do que aparenta à primeira vista. Com base no relato de B.N. e em novos materiais sobre a história de Scoriton fornecidos por Buckle, os investigadores preparariam um documento para os interessados no episódio. B.N. disse que se lembrava do incidente de Scoriton com bastante clareza porque, em um briefing realizado em janeiro de 1969, a CIA relatou a morte de um homem, ocorrida em 1968, em decorrência de experimentação excessiva. Ele não sabia o nome da pessoa envolvida no episódio, mas havia visto relatórios que faziam referência ao livro sobre o caso Scoriton.

Considerações Finais dos Investigadores

Análise de Credibilidade

B.N. nunca fez rodeios. Ele respondia ou não às perguntas que lhe eram feitas. Não parecia excessivamente sério, nem leviano ou superficial. Seus comentários tinham, em geral, um tom coloquial. Ele foi amigável nas duas vezes em que conversaram e parecia genuinamente interessado em agradar, em consideração ao amigo em comum. Ele não agia como alguém que estivesse revelando grandes segredos, o que os investigadores atribuem à sua bagagem sofisticada e à influência estrangeira. De modo geral, acreditam que a história de B.N. tem algum mérito. Os pontos que verificaram até então corroboram suas declarações nos mínimos detalhes. No entanto, acham difícil aceitá-la em sua totalidade — não pelo que foi dito ou deixado de dizer, mas pela absoluta improbabilidade de tudo aquilo.

Verificações sobre Villas-Boas

Este é, naturalmente, o famoso e amplamente documentado caso Villas-Boas, mais bem descrito no livro dos Lorenzen, "Encounters With UFO Occupants" (Encontros com Ocupantes de OVNIs), uma edição de bolso da Berkley Medallion de 1976. Qualquer pessoa poderia ler esse relato e inventar uma história como a de B.N. — chegando até a acrescentar o detalhe interessante sobre o golpe certeiro no queixo de Villas-Boas, o que explicaria as marcas no queixo dele, descritas como uma "sangria" realizada pelos ufonautas que o abduziram. Algumas das coisas que estão sendo verificadas incluem: se o helicóptero de B.N. sobrevoa São Francisco de Sales (grafado como "Salles" no livro dos Lorenzen), a cidade de Villas-Boas.

Perguntas em Aberto

Existem duas cidades chamadas São Francisco nas proximidades. Uma fica no Rio São Francisco, a noroeste do Rio de Janeiro. A outra fica no Rio Grande, também a noroeste do Rio de Janeiro, mas não tanto quanto a primeira. Uma fica perto de Brasília (a capital), a outra fica perto do estado de São Paulo, conforme indicado no livro dos Lorenzen. Ambas estão no estado de Minas Gerais. Acreditam que o relato de B.N. corresponde à cidade correta, mas, se ele tiver se enganado ao ler o trecho sobre Villas-Boas no livro dos Lorenzen, então podem encerrar o assunto. Vão consultar os Lorenzen sobre isso, pois eles são os maiores especialistas no caso Villas-Boas. Além disso, poderiam perguntar por que nenhuma outra casa foi perturbada pelo helicóptero naquele horário avançado.

Reflexões sobre a Investigação

Alguns dos investigadores que trabalharam neste documento ficaram impressionados com a ausência de detalhes minuciosos no relato de B.N. Isso pode ser uma falha do autor, que talvez não tenha feito as perguntas certas desde o início, ou pode decorrer do intervalo de tempo entre os acontecimentos e o relato feito por B.N. Parece que, se ele estivesse inventando a história (especialmente na parte referente a Villas-Boas), teria embelezado mais a narrativa. Ou, então, ele é astuto demais para cair na armadilha comum em que caem os autores de farsas. Como o material e as anotações indicam, só podem provar que B.N. esteve onde diz ter estado. Para provar mais, precisariam que uma pessoa "inocente" se apresentasse e afirmasse que a CIA tentou interferir em sua mente.

Necessidade de Provas Concretas

Os investigadores precisariam ver um dos relatórios dos briefings, ou exumar uma das supostas vítimas de incidentes com OVNIs criados pela CIA para verificar se elas contêm algum dos venenos em questão, ou precisariam ver um holograma em funcionamento — na condição de um observador não intimidado, capaz de atravessar a imagem e chegar ao aparelho que a projeta. Isso constituiria prova do que foi dito. Caso contrário, têm apenas um prelúdio. Estão verificando alguns dos pontos apresentados por B.N. e, até o momento, não encontraram nenhuma discrepância. Contudo, elaboraram este documento para que pessoas mais versadas no campo da ufologia possam determinar se estão diante de algo relevante ou não.

Descobertas Posteriores

Em retrospecto, o autor percebe agora uma dúzia ou mais de perguntas que poderia ter feito. Ao analisar o material com colegas muito mais entendidos no assunto do que ele, descobriu vários pontos que deveriam ter sido esclarecidos na hora — por exemplo: onde ocorreram os briefings neste país? Descobriram que B.N. está muito insatisfeito com seu emprego no Departamento de Defesa e pode até ter sido rebaixado de cargo algum tempo atrás. Isso pode explicar sua motivação para contar a história. Certamente explica sua obsessão em criar um refúgio nas Bahamas para escapar da "corrida dos ratos", como ele a chama. Portanto, se alguns dos que recebem este relatório virem mérito no que foi apresentado, darão prosseguimento ao assunto. Se, por outro lado, nada parecer verossímil com base na experiência adquirida em relação à CIA ou aos fenômenos ufológicos, abandonarão a questão imediatamente.

📋 Ficha Técnica do Documento

✍️ Revisão e Organização: Rodrigo Pontes

📅 Data de Publicação: 14 de julho de 2026

📚 Fonte Original: http://ufor.blogspot.com/2006/01/villa-boas-event.html

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