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O INCIDENTE DE SAN ANTONIO - CASO TRINITY

Texto e pesquisa de Joab Castro

 


OVNI DE TRINITY - 1945



O INCIDENTE DE SAN ANTONIO - CASO TRINITY


Resumo do caso: No dia 16 de agosto de 1945, um OVNI supostamente
cai perto de San Antonio, Novo México, perto do local do primeiro teste
atômico, e é descoberto por duas crianças, Jose Padilla, 9 anos, e Remigio
(Reme) Baca, 7 anos, enquanto os dois meninos procuravam por uma de
propriedade da família. O objeto caído criou uma marca no chão, e eles podem
ver entidades se movendo dentro. Eles coletam duas partes de metal brilhante da
periferia do local da queda.

Detalhes do caso


Dois meninos de 9 anos (Jose Padilla) e 7 (Remigio Baca) partiram em
uma busca para encontrar uma vaca que estava parindo. Depois de localizar a
vaca, que estava bem e amamentando seu recém-nascido saudável, eles se
sentaram para um pequeno almoço quando notaram fumaça saindo de um pasto.

Eles se dirigiram em direção a ela e, ao chegarem ao topo de uma elevação,
viram uma ranhura na terra e um objeto circular no final dela. Reme disse: "Era
a cor do velho pote que minha mãe estava sempre tentando brilhar… Uma cor
metálica opaca". Aproximando-se, eles se depararam com um calor intenso dos
destroços que já haviam incendiado a madeira próxima.

Eles se retiraram do calor para esperar que diminuísse a intensidade.

Ao redor da periferia, eles pegaram um pedaço de material fino e
brilhante que estava dobrado e alojado embaixo de uma rocha. Era uma
reminiscência do suposto material de Roswell, que tinha uma memória. Isso é
Reme disse:

 “Quando eu o libertei, ele se desdobrou por si mesmo. Eu o
redobrei e ele se espalhou novamente.”





 Eles voltaram para os destroços. Ao se aproximarem, viram entidades lá
dentro sob estresse. José disse: 

"Eles estavam correndo para frente e para trás

parecendo desesperados. Eles eram como crianças. Eles não tinham cabelo."


Assustados, eles rapidamente deixaram o local e contaram ao pai de José sobre o
acidente. Dois dias depois, um amigo policial estadual e o pai de José foram ao
local do acidente. O objeto acidentado estava lá sem entidades.

Posteriormente, os militares começaram a remover os destroços, enquanto
José e Reme os espionavam com binóculos. Isso levou várias semanas. Ao
mesmo tempo, o local ficou desprotegido por um curto período de tempo. Os
dois meninos aproveitaram isso e entraram na nave. Havia um pedaço saindo
da parede interna, e os meninos usaram um pé de cabra para soltá-lo. 

Eles
esconderam a peça embaixo da casa, enterrando-a. Eles não contaram ao pai
de José. Os militares perguntaram ao pai se ele sabia sobre a peça que faltava, o
que ele não sabia.

Essa peça de metal permaneceu na posse de Reme por aproximadamente
70 anos, quando ele então a deu a Jose, que manteve escondida em sua casa San
Antonio.




CRONOLOGIA SEGUNDO CONTARAM AS TESTEMUNHAS


1º DIA: Em 16 de agosto de 1945, os meninos José Padilla e Remigio
Baca relataram ter encontrado um OVNI acidentado perto de San Antonio, no
Novo México. 

A caminho de casa, eles avistaram um objeto oval, de cor cinza e
"em forma de abacate", com cerca de 7 a 9 metros de comprimento, que
havia deixado um sulco de 30 metros no chão.

Ao observar o local com binóculos, eles viram três pequenas criaturas,
com aproximadamente 1,5 metro de altura. As entidades foram descritas
como semelhantes a louva-a-deus ou grilos de Jerusalém, com olhos
grandes, braços longos e finos e cabeças em forma de pêra. Padilla e Baca
descreveram as criaturas como assustadas e angustiadas, sentindo que elas
estavam em sofrimento.

Após o anoitecer, os meninos voltaram para casa e contaram a história aos
pais.

2º DIA: No dia seguinte ao avistamento, os dois meninos não puderam
retornar, pois tinham muitas tarefas para fazer nesse mesmo dia.

3º DIA: Os meninos retornaram ao local do acidente, acompanhados pelo
pai de José Padilla, Faustino Padilla, e Eddie Apodaca, um policial estadual e
amigo da família.

Uma vez lá, os dois adultos entraram no objeto. Após cinco ou dez
minutos lá dentro, saíram da nave, visivelmente perturbados, sem falar sobre o
que tinham visto; fosse o que fosse, a situação parecia ter piorado. Dirigindo-se
aos dois meninos, disseram: 

"Não contem a ninguém sobre isso, nem ao seu
irmão, nem ao seu primo, nem à sua mãe, nem ao seu pai, isso é problema
nosso. (...) E a razão para isso é que vocês podem se meter em encrenca". 

Os estranhos ocupantes do objeto não estavam à vista e pareciam ter desaparecido.

No mesmo dia, os dois rapazes conseguiram retornar sozinhos ao local do
acidente. Alguns soldados já estavam lá, recolhendo destroços do solo.

4º DIA: Domingo, dia 19, a família Padilla recebeu a visita de um militar,
que segundo o depoimento de Jose, se identificou como Sargento R. Avila. Em
nome do exército americano, ele conseguiu obter permissão para entrar na
propriedade, cortar a cerca e instalar um portão largo, a fim de, em suas
palavras, recuperar um "balão meteorológico experimental" que havia caído
ali. 

Eles também precisariam trazer equipamentos de construção de estradas,
algumas motoniveladoras e mais material para abrir caminho para um caminhão.
O Sargento Ávila acrescentou que era importante que ninguém soubesse do
assunto e que ninguém se aproximasse do local.

DIAS SEGUINTES: O relato de Jose e Reme diz que o trabalho do
exército começou em 20 de agosto. Uma estrada e um portão largo foram
construídos no local do incidente, e um caminhão com reboque para cargas
pesadas, do tipo rebaixado, com cerca de dezoito rodas, foi trazido. 

Uma estrutura foi então montada no reboque para segurar o objeto, que havia sido
içado com um guindaste enorme. José e Remigio, escondidos pela vegetação,
observavam furtivamente os preparativos dos militares todos os dias.

Eles ainda afirmam que o exército não se preocupou em tomar nenhuma
medida especial, afirmando que os soldados usavam normalmente seus
uniformes de trabalho habituais e, ao final do dia de trabalho, costumavam ir ao
Owl Bar and Café, em San Antonio, onde socializavam.

Por volta do 25º dia, tudo indicava que o objeto seria transportado em
breve para seu destino final.

ÚLTIMO DIA: O caminhão é manobrado e segue em direção ao lado de
fora do portão que limitava a área. O estranho dispositivo está amarrado e
coberto por uma lona em sua carroceria.

Nesse momento, Jose e Reme decidem que precisam pegar algo para
guardar de “lembrança”.

PEGANDO O OBJETO

José conta que disse ao amigo: Acho que vão levá-lo hoje à noite.

Remigio respondeu: Sim, que tal uma lembrança ?

E assim, eles esperaram por um bom tempo até que os soldados deixassem uma brecha na área ou fossem embora. José diz que puxou parte da lona, e viu uma abertura na lateral do objeto onde subiu para o interior, ao mesmo tempo, Remígio mantinha a lona aberta.

O interior do objeto era metálico, semelhante ao latão amarelo, mas sem brilho. O chão era plano e as paredes curvas pareciam ser feitas de painéis, sem rebites. No topo do objeto havia uma cúpula transparente, semelhante a plástico, medindo cerca de 70 cm, que deixava entrar a luz do dia.

De um lado havia um painel medindo cerca de 30 por 24 polegadas, e preso a este com alguns pinos, estava uma peça de metal, que José afrouxou com um pé de cabra.

Eles também descreveram cristas a cada poucos metros, fios prateados como enfeites de cabelo de anjo.

Sem assentos nem nada, disse Baca. Deve ter sido esvaziado, ou talvez não houvesse nenhum. Não dava para ver nenhum instrumento, como medidores, relógios, volante, pedais de freio, nada disso.

As crianças corajosas pegaram um pé de cabra do trator, usaram-no para arrancar o grande painel da parede e saíram correndo.

Eles disseram que esconderam o metal sob o assoalho de um prédio próximo e mantiveram silêncio sobre o caso, temendo represálias do Exército contra suas famílias, especialmente depois que militares foram revistar a casa dos Padilla.

O local da queda foi totalmente limpo pelos soldados e o grande objeto levado pelo caminhão para um local totalmente desconhecido.



Após conseguirem o planejado, os meninos voltaram para casa e decidiram esconder a peça de todos, chegando a chamá-la de Tesoro, (tesouro).

Assim, ela sobreviveu até os dias atuais, diferente de outros materiais encontrados no local do acidente, que se perderam ao longo dos anos, como as tiras de metal com memória e uma grande quantidade de fios de prata semelhantes aos usados em decorações de Natal.

A lembrança (Tesoro) foi doada a uma universidade, de acordo com a vontade de José Padilla.



Metal que Jose Padilla e Reme Baca teriam arrancado da aeronave no acidente de 1945 em San Antonio, Novo México.



O acidente ocorreu na periferia do local de testes da bomba atômica perto de San Antonio, Novo México – cerca de 160 milhas do famoso (ou infame) incidente de Roswell dois anos depois.



COMO A HISTÓRIA SE TORNOU CONHECIDA?

Baca e Padilla acabaram se mudando e perderam contato até 2002, quando Baca reencontrou seu velho amigo por meio de uma pesquisa genealógica. Foi então que decidiram contar sua história.

Eles mantiveram sua história em segredo por mais de 50 anos, até finalmente decidirem se revelar em 2003, em uma entrevista com um jornalista de sua cidade natal.

O jornalista era Ben Moffett e se tornou o primeiro a relatar publicamente o caso, escrevendo um artigo em um jornal local do Novo México.

A história do acidente de OVNI Trinity foi apresentada a um grande público em duas edições do livro Trinity: The Best-Kept Secret, de Jacques Vallée e Paola L. Harris (em junho de 2021 e agosto de 2022), e por meio de esforços promocionais divulgaram o livro amplamente em várias conferências e por meio de entrevistas.


No final de 2022 e início de 2023, a história alcançou um público substancialmente expandido por meio de uma maior divulgação, realizada especialmente pelo apresentador da Fox News Network, Tucker Carlson, os escritores Josh Boswell e Christopher Sharp do UK Daily Mail, e principalmente por apresentadores de vários podcasts e plataformas com temas de OVNIs.

Até mesmo uma respeitosa reportagem derivada no New York Times, escrita por Remy Tumin.

Da esquerda para a direita: Paola Harris, Jacques Vallée, Jose Padilla e Sabrina Padilla.

Padilla tornou-se policial rodoviário por 32 anos.

Reme Baca morreu em 2013. Ele era fuzileiro naval e, mais tarde, funcionário sênior do governador de Washington, Dixy Lee Ray.

ENTREVISTA COM REME BACA E JOSE PADILLA

Como ponto inicial para o livro, a jornalista investigativa e escritora Paola Harris entrevista Reme Baca ainda no Estado de Washington e depois consegue uma nova entrevista por telefone com Jose Padilla, na Califórnia, em julho de 2010.

“...o caso foi passado para mim, jornalista / pesquisadora Paola Harris, em 4 de maio de 2009. O desejo de finalmente divulgar os detalhes e o gentil convite de Reme Baca me levaram a voar para Gig Harbor, no estado de Washington, no norte dos Estados Unidos, para entrevistar a testemunha Reme Baca e sua esposa, Virginia, em julho de 2010. Conseqüentemente, como ele agora mora na Califórnia, entrevistei Jose Padilla por telefone da casa de Baca. Durante minha estadia de dois dias, pude ver e fotografar a peça que José extraiu do artesanato e estudar a análise detalhada de sua composição feita na Europa.

É um dos casos mais surpreendentes que já cobri em minha carreira e ajuda a completar o quebra-cabeça de por que houve tantas recuperações de acidentes no Novo México. Como o jornalista Ben Mofett, que descreve tão lindamente o encobrimento, podemos começar a ver onde ele se encaixa na história dos OVNIs.”

A seguir, trechos da entrevista:

( R ) Reme: Eu tinha 7 anos e José tinha 9. O pai de José, Faustino, nos pediu alguns dias antes para encontrar uma vaca que estivesse pronta para ter um bezerro.

( P ) Paola: E você estava em dois cavalos separados.

R: Sim, estávamos em dois cavalos separados.

P: Então foi durante o dia que você foi?

R: Sim. Aqui está o que ele nos disse. Você sabe, disse Faustino, quando você tiver uma chance, eu quero que você saia e verifique aquela vaca porque

P: Oh, você chegou a alguns metros de distância?

R: Sim, cerca de cem pés.

P: E então você viu o interior do buraco a partir de algumas centenas de metros?

R: Não, não o interior do buraco. José diz: “olhe para isso”. Então eu estava olhando através de seus binóculos para essas pequenas criaturas se movendo para frente e para trás.

P: Eles estavam se movendo muito rápido?

R: Eles estavam “como” deslizando.

P: Eles estavam deslizando?

R: Não deslizando, mas mais como se dispondo de um lugar para outro — esse tipo de deslizamento. E enquanto eu estou olhando para isso, as coisas começaram a acontecer com minha mente.

P: Oh, sério?

Outro trecho:

P: Você voltou por conta própria no segundo dia.

R: Não por conta própria, estávamos trabalhando nessa área. Nós verificamos essa cerca também. Tínhamos algumas cercas para consertar e postes para substituir. Havia gado com bezerros por lá também.

P: Então, o que aconteceu?

R: Finalmente, chegamos lá no final da tarde, estávamos a cavalo e viemos de uma direção diferente olhando do lado oposto do cume, vimos alguns militares pegando coisas.

P: Tudo bem. Bem, isso é o que eu tinha acabado de perguntar antes. Como você sabia que os militares estavam lá antes, você disse que as criaturas não estavam lá?

R: Os militares não estavam lá o tempo todo.

P: Mas as criaturas se foram e eu estava me perguntando, os militares devem ter estado lá para levá-las?

R: Não vimos os militares levá-los. Se o fizeram, foi antes de chegarmos. Mas nunca chegamos a verificar a embarcação, tudo o que conseguimos fazer foi descer e pegar alguns dos destroços e jogá-los nesta fenda e tentamos cobri-los com terra e pedras. Depois que os dois jipes partiram, já estava escurecendo e tivemos que voltar para casa.

A entrevista completa pode ser lida no link abaixo:

https://paolaharris.com/home-page/the-1945-san-antonio-new-mexico-crash

ANALISANDO ELEMENTOS DO CASO

A HISTÓRIA CONTADA É UMA FARSA?

Tudo que se sabe sobre o suposto acidente “Trinity” foi originalmente baseado apenas nas alegações de dois homens que tinham mais de 60 anos quando contaram a história pela primeira vez em 2003 — Remigio (Reme) Baca (falecido em 12 de junho de 2013) e Joseph Lopez (Jose) Padilla. A partir de 2003, os dois homens fizeram alegações públicas de terem testemunhado o acidente, de terem visto seres alienígenas, a obtenção de material estranho recolhido do objeto e a subsequente recuperação da nave alienígena danificada pelo pessoal do Exército, tudo isso ocorrendo ostensivamente durante agosto de 1945.

Não existe nenhuma documentação que ateste alguma atividade do exército naquela localidade e na mesma data. A região é historicamente conhecida devido aos primeiros testes de armas nucleares e existem dezenas de documentos e registros que comprovam que a mesma região foi usada para tais fins.

Paola Harris e Jacques Vallée se confundem em determinados pontos e exageram em outros, chegando a inventar detalhes em alguns momentos (no caso de Harris e a carta Top Secret, veja adiante).

Trinity foi a primeira detonação de uma arma nuclear, conduzida pelo Exército dos Estados Unidos às 5h29, em 16 de julho de 1945, como parte do Projeto Manhattan. O teste foi de uma bomba de plutônio de projeto de implosão, ou “gadget”, o mesmo projeto da bomba Fat Man posteriormente detonada sobre Nagasaki, Japão, em 9 de agosto de 1945. Preocupações sobre se o complexo projeto Fat Man funcionaria levaram à decisão de conduzir o primeiro teste nuclear. O codinome “Trinity” foi atribuído por Julius Robert Oppenheimer, diretor do Laboratório de Los Alamos; o nome foi possivelmente inspirado na poesia de John Donne.

Em 2023 foi lançado o documentário de 90 minutos chamado: “We Are Not Alone”. A proposta principal do documentário é “um apelo à ação para que toda a humanidade se aproxime e ouça o chamado de nossos irmãos e

Irmãs galácticos de que o tempo acabou para o planeta Terra, a menos que façamos algumas mudanças significativas na maneira como vivemos nossas vidas, agora!” O comunicado lista doze participantes com histórico ligado à ufologia: Jacques Vallée, Paola Harris, Steven Greer, Michael Mazzola, Jimmy Church, Adam Curry, Andrea Perron, Sid Goldberg, Meisha Johnson, Yasmin Joyner, Danny Sheehan e Jim Myers.

Há uma parte do documentário um tanto tendenciosa quando, em determinado momento, é apresentada uma animação digital que mostraria o objeto de San Antonio como tendo uma forma cilíndrica, do mesmo modelo já intitulado Tic-Tac, batendo em uma torre e depois caindo em chamas, enquanto Paola Harris é ouvida narrando a cena: “A nave não é um disco voador. Tem a mesma forma do invólucro da bomba do Projeto Manhattan.”

Quadros com a representação do suposto acidente de OVNI da Trinity, do filme We Are Not Alone.

Isso confronta a ideia, anteriormente defendida, de que o objeto possuía a forma de um “abacate”, como declarado pela própria testemunha Jose Padilla:

“Tinha quase a forma de um abacate, exceto que nas costas, na parte traseira, havia uma pequena cúpula.”

(da entrevista realizada em 24 de novembro de 2010 e transmitida em 10 de dezembro de 2010).

Da mesma forma, Padilla desenhou aquilo que ele se lembrava como a forma do objeto visto por ele e seu amigo Reme.

O que parece ser o mais certo é que Paola Harris e os produtores do documentário We Are Not Alone pretendiam associar o incidente de Trinity ao Projeto Manhattan e ao teste atômico.





Quando Paola Harris diz: “É a mesma forma do invólucro da bomba do Projeto Manhattan”, ela está se referindo a “Jumbo”, uma enorme cápsula de aço de 25 pés de comprimento e 10 pés de largura, na qual os cientistas do Projeto Manhattan, em um ponto, pretendiam colocar a primeira bomba atômica de teste antes da detonação, para evitar a dispersão de plutônio perigoso se a tentativa de reação nuclear fracassasse. Essa ideia foi abandonada por julgarem desnecessária.





Projeto Manhattan, em um ponto, pretendiam colocar a primeira bomba atômica de teste antes da detonação, para evitar a dispersão de plutônio perigoso se a tentativa de reação nuclear fracassasse. Essa ideia foi abandonada por julgarem desnecessária.



Jumbo, era um invólucro de aço de 214 toneladas (peso total) originalmente destinado a abrigar a primeira bomba atômica durante a detonação de teste (mas não usado).



Tratores Caterpillar transportam “Jumbo” pelo deserto do Novo México, maio de 1945.

Apelidado de “Jumbo”, o contêiner pesava 214 toneladas, tinha 7,62 metros de comprimento, 3,7 metros de largura e paredes de 36 centímetros de espessura. À medida que os reatores da Reserva de Hanford (Sítio W) começaram a produzir maiores quantidades de plutônio e os cálculos diminuíram a chance de um fracasso, o Jumbo foi abandonado (foi exposto ao teste Trinity de 16 de julho de 1945 e saiu ileso). Na época, o Jumbo era o item mais pesado já enviado por ferrovia; vários dos cavaletes entre a fábrica em

Diriam. Por exemplo, na página 5 [da carta “Habitantes Celestes”], lamenta a incapacidade dos acordos internacionais de controlar as armas atômicas. Em junho de 1947 [data da carta falsa], o fracasso desses acordos não estava nada claro. O próprio Oppenheimer estava profundamente envolvido na questão do controle internacional, e Einstein estava defendendo isso com muita força. Portanto, eles teriam considerado isso como algo em andamento e não um fracasso. Só vários anos mais tarde é que qualquer um deles teria considerado estas negociações como fracassos óbvios.

Existem também alguns problemas de terminologia. Eles não teriam chamado as armas termonucleares de “dispositivos de fusão” em 1947, e provavelmente nem mesmo de “bombas de hidrogênio”. (Eles as chamavam de “Supers” nessa época e não foram discutidas nem mesmo com Truman.) O termo “bomba de hidrogênio” basicamente não foi usado até o final de 1949 / início de 1950.”

Outro ponto que demonstra a falsidade do documento é que, em cartas reais enviadas por Oppenheimer, o nome de seu empregador é “The Institute for Advanced Study”, não “Advanced Studies”, como visto na legenda da assinatura de Oppenheimer na carta falsa. Além disso, em cartas autênticas, Oppenheimer traduzia seu nome, escrito e datilografado, simplesmente como “Robert Oppenheimer” e não “J. Robert Oppenheimer”, como visto na carta falsa.

AS TESTEMUNHAS TERIAM INVENTADO A HISTÓRIA?

“Reme Baca era muito ganancioso. Ele queria US$ 250.000 pela peça [um suporte de metal supostamente removido de uma nave alienígena acidentada] e US$ 250.000 pela história.... Mas Jose Padilla é uma das pessoas mais honestas que já conheci.”

– Paola Harris em uma apresentação intitulada Beyond Oppenheimer to Trinity (16 de setembro de 2023)

“Jose Padilla é a melhor testemunha que você poderia ter ... Ele é realmente um excelente observador.”

– Jacques Vallée no Into the Vortex with Jimmy Church (S1, Ep8), 25 de dezembro de 2022

Em 23 de julho de 2022, Sammy Padilla disse a um oficial da Polícia Estadual do Novo México: “meu pai é um mentiroso patológico” e expressou a crença de que a história do OVNI de Trinity era falsa.

Sammy Padilla é filho de Joseph Lopez (Jose) Padilla e os dois moravam juntos em uma casa em La Joya, Novo México.

Todas as declarações de Sammy Padilla à Polícia Estadual do Novo México (NMSP) foram gravadas em vídeo e áudio pela câmera corporal de um oficial do NMSP. Ele desejava falar sobre certos comportamentos de seu pai José e, aparentemente, desabafar sobre a história do OVNI.

Sammy Padilla disse ao oficial do NMSP:

“Meu pai afirma que viu um OVNI quando era pequeno. Bem, há essas pessoas da Europa. Há uma mulher especialmente chamada Paola Harris, e ela conseguiu que ele apoiasse as coisas. E agora eles escreveram um livro sobre isso, e agora ela está escrevendo uma história de vida sobre ele e vai ser transformada em um filme, supostamente, e todas essas coisas. Muitas pessoas sabiam que era besteira o que ele estava dizendo.”

Parte da transcrição de Sammy Padilla pode ser lida abaixo e foram reivindicadas publicamente sob a Lei de Inspeção de Registros Públicos (IPRA), que é uma lei estadual semelhante à Lei Federal de Liberdade de Informação (FOIA), mas com menos exclusões e exceções.

Alegando agora que a bomba o fez ficar surdo de um ouvido. O que eu sei é que ele tinha três anos, um médico estava bêbado, tentando tirar algo de seu ouvido, e o perfurou. E meus irmãos podem verificar isso. Quero dizer, a família pode verificar. Ele está apenas dizendo um monte de coisas que não são verdade. Mas meu pai é sempre a vítima.”

Sammy Padilla, conversando com um policial do Novo México em 23 de julho de 2022.

O vídeo legendado no canal do João Marcelo:

A transcrição completa se encontra no link:

https://douglasjohnson.ghost.io/content/files/2023/06/Transcript-of-Sammy-Padilla-NMSP-officer-body-cam--July-23--2022-.pdf

JOSE PADILLA TEVE UMA CARREIRA MILITAR?

Uma pesquisa realizada a pedido do investigador Douglas Johnson pelo National Personnel Records Center (NPRC), uma divisão dos Arquivos Nacionais, não conseguiu localizar nenhum registro de que Jose Lopez Padilla tenha servido nas forças armadas dos EUA ou tenha apresentado reclamações à Administração de Veteranos. A agência empregou seu nome completo e seu número de Seguro Social validado. A carta datada de 17 de janeiro de 2024 afirmava, em parte:

“Uma pesquisa em nosso registro usando o nome e o número do seguro social que você forneceu foi negativa. Também procuramos um registro eletrônico mantido pelo Departamento de Serviço Militar [o Exército dos EUA] e nenhum registro correspondente foi localizado.”

Da mesma forma, o pesquisador de OVNIs Frank Warren, editor de The UFO Chronicles, recebeu uma resposta em 31 de janeiro de 2024 de uma pesquisa semelhante realizada:

“Temos tentado verificar o serviço militar do veterano a partir das informações fornecidas. Realizamos pesquisas extensivas em todas as fontes de registros e fontes alternativas de registros neste Centro; no entanto, não conseguimos localizar nenhuma informação que nos ajudasse a verificar o serviço militar do veterano.”

Tais informações corroboram com a declaração do filho de Jose Padilla, Sammy Padilla, quando afirmou:

“Ele nunca esteve no exército — porque ele é surdo de um ouvido”.

Da mesma forma, isso refuta a informação de Jacques Vallée, que citou repetidamente o serviço militar reivindicado e o ferimento de Padilla como credenciais de credibilidade. Vallée nunca apresentou nenhuma prova do serviço militar prestado por Jose Padilla.

Quando a história do acidente com o suposto objeto começou a ganhar fama, o jornalista Ben Moffett escreveu que Padilla havia ingressado na Guarda Nacional do Novo México aos 13 anos (ou seja, em 1949 ou 1950), sob uma política da Guarda Nacional do Novo México que permitia que crianças tão pequenas ingressassem naquela época, e que Padilla mais tarde “passou um tempo na Coréia”.

É de conhecimento que a Guarda Nacional do Novo México não recrutou deliberadamente ninguém conhecido por ter menos de 18 anos, nem com 17 anos com o consentimento dos pais. Provavelmente alguém possa ter mentido a idade e entrado no serviço militar, mas oficialmente nunca existiu uma norma que permitisse o alistamento de Jose Padilla.

Em 2015, Ben Moffett afirmou explicitamente que não tinha fonte para nada do que escreveu sobre Baca e Padilla, além do que os dois lhe disseram. Moffett também expressou ceticismo sobre a história do OVNI.

Na segunda edição de Trinity: The Best-Kept Secret, Vallée citou seis vezes as alegadas décadas de experiência de Padilla como membro da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) como uma credencial de credibilidade. Vallée também repetiu alegações sobre a carreira policial de Padilla em outros lugares.

Por exemplo, em uma entrevista com George Knapp em 21 de outubro de 2021, Vallée disse:

“Padilla passou a ser um patrulheiro rodoviário depois de estar em guerra na Coréia. Ele tem duas balas no corpo, uma da guerra e outra de alguém que ele estava prendendo como policial na Califórnia como policial rodoviário. São pessoas sérias, isso não é uma piada.”

Depois que um dos artigos do investigador Douglas Johnson, publicado em 1º de maio de 2023, demonstrou que Padilla nunca havia sido um oficial de paz comissionado na Califórnia ou em qualquer outro lugar, Vallée revisou a alegação, afirmando em sua resposta de 15 de maio de 2023 que Padilla realmente havia sido um inspetor de caminhão sob contrato com o CHP, e que Padilla carregava uma bala em seu corpo de um encontro com um criminoso durante a realização de uma inspeção.

A Patrulha Rodoviária da Califórnia possui normas e exige que seus agentes se aposentem ao completarem 60 anos (em ponto), portanto, Padilla teria que ter se aposentado até 24 de novembro de 1996.

Em 2021, havia 458 pessoas com o sobrenome Padilla recebendo aposentadoria do estado da Califórnia. Dessas, seis eram aposentados da Patrulha Rodoviária da Califórnia; nenhuma se chamava Joseph ou Jose.

Neste mesmo ano foram identificados 9.119 aposentados da Patrulha Rodoviária da Califórnia recebendo pensões através do CalPERS, incluindo todos policiais comissionados e funcionários não comissionados; nenhum deles era Joseph ou Jose Padilla.




EDDIE APODACA, O POLICIAL

Na história contada por Reme Baca e Jose Padilla, existe um nome de muita importância: Eddie Apodaca. Ele era um policial e, acima de tudo, sempre aparece como “um amigo da família”.

Segundo a história, depois que os meninos testemunharam a nave acidentada e as criaturas angustiadas, eles voltaram para casa e contaram ao pai de José, Faustino Padilla. Faustino inicialmente não parecia muito preocupado. Segundo a entrevista de Reme Baca à Paola Harris:

“No segundo dia, José veio à minha casa e eu fui com ele para a casa dele, onde conhecemos Eddie Apodaca, que era policial estadual e amigo da família. Faustino pediu-lhe para ir conosco ao local do acidente. Eles andaram no carro da Polícia Estadual e nós andamos na caminhonete.”

(Trinity, página 25.)

Os fatos:

  • Eddie C. Apodaca realmente existiu (1923–2008), era uma pessoa real e, de fato, serviu como oficial da Polícia Estadual do Novo México. Os registros foram encontrados:

    “Rapidamente encontramos registros oficiais provando que Eddie C. Apodaca se formou na escola de recrutas da Polícia Estadual do Novo México em agosto de 1951”

    como descobriu Ronald Taylor, autor de uma história publicada intitulada Polícia Estadual do Novo México (2013).
  • Em 1951, Apodaca pediu formalmente para ingressar na Polícia Estadual do Novo México, onde explicou sua situação:

    “Meu nome de batismo é Edwardo, mas tenho usado Eddie em vez de Edwardo desde que comecei a escola. Todos os meus registros do Exército e transações comerciais têm meu nome como Eddie C. Apodaca.”

  • Em 1º de agosto de 1951, ele aparece entre os 22 recrutas que concluíram com sucesso o curso da Escola de Recrutas da Polícia Estadual.

 


  • Uma reportagem da Associated Press, que apareceu em vários jornais, incluindo o Roswell Daily Record de 7 de abril de 1953, relatou que Apodaca montou um bloqueio na estrada e depois prendeu, sob a mira de uma arma, um ex-presidiário empunhando uma faca que estava aterrorizando 25 passageiros em um ônibus.


  • Em agosto de 1945, época quando teria acontecido o incidente do OVNI de Trinity, Apodaca estava muito longe da região do Novo México. Ele havia se alistado no Exército em 1º de julho de 1942, quando tinha 18 anos. Apodaca tornou-se operador de rádio com o 370º Esquadrão de Caça, que fazia parte do 359º Grupo de Caças. Ele foi enviado para a Europa em outubro de 1943. Os aviões do 370º Esquadrão de Caça, baseado no sul da Inglaterra, viram uma ação muito extensa contra as forças da Alemanha nazista, incluindo a participação na Batalha do Bulge. A Alemanha se rendeu em 7 de maio de 1945, porém Apodaca ainda permaneceu servindo na Inglaterra, quando foi enviado para casa no Queen Mary, que partiu da Inglaterra em 4 de novembro de 1945 e chegou a Nova York em 9 de novembro de 1945.
  • Ele foi dispensado com honra como cabo, no Texas, em 15 de novembro de 1945. Isso é confirmado pelo “Registro Militar e Declaração de Dispensa” de Apodaca e também por seu pedido de 10 de abril de 1951 à Polícia Estadual do Novo México, no qual ele escreveu:

    “Estive no ETO [Teatro Europeu de Operações] de 8 de outubro de 1943 a 4 de novembro de 1945.”

 


ANÁLISE DO MATERIAL COLETADO

“...Ao redor da periferia, eles pegaram um pedaço de material fino e brilhante que estava dobrado e alojado debaixo de uma pedra. Era reminiscente do material alegadamente de Roswell, que tinha memória. Assim Reme disse: Quando eu o liberei, ele se desdobrou sozinho. Eu o dobrei novamente, e ele se espalhou novamente. Eles trabalharam seu caminho de volta para os destroços. Ao se aproximarem, viram entidades dentro sob estresse. Jose disse: "Eles estavam correndo de um lado para o outro, parecendo desesperados. Eram como crianças. Eles não tinham cabelo." Assustados, eles rapidamente deixaram o local.”

“...Os militares perguntaram ao pai se ele sabia sobre a peça desaparecida, mas ele não sabia. A peça de metal esteve sob a posse de Reme durante muitos dos 70 anos desde então, e há um ano Reme a deu a Jose, que a manteve escondida em sua casa em San Antonio, Novo México. Duas amostras foram enviadas à Frontier Analysis para análise. O objetivo é verificar se há anomalias que possam estar relacionadas a uma nave extraterrestre. Anomalias seriam uma composição de liga desconhecida na Terra e elementos que têm proporções isotópicas diferentes de seus equivalentes terrestres.”



As duas amostras metálicas têm composições idênticas. Elas são principalmente liga de alumínio com cobre e silício. Pequenas quantidades de outros elementos estão presentes. Esta composição é conhecida e se compara ao alumínio fundido nas séries 3XX.X (possibilidades: 301, 302, 308, 318, 319, 320, 328, 322) e 2XX.X (possibilidades: 208, 222, 238, 296).

  • Essas ligas têm uma ampla variedade de usos. Alguns incluem: carcaças de motores, tanques de gás e óleo, bandejas de óleo de motores, estruturas de máquinas de escrever e peças de motores.
  • As razões isotópicas determinadas para níquel, cobre e zinco comparam-se aos valores terrestres.
  • Mesmo que as razões isotópicas sejam terrestres, uma fonte extraterrestre para os metais não é descartada. A seguir estão as razões pelas quais seriam valores normais (Nota: Meramente especulativo):
    1. Os alienígenas podem ser viajantes do tempo. Então, se eles forem do futuro da Terra, suas naves são "feitas na Terra" e não haveria diferenças isotópicas.
    2. Os aliens podem ter bases na Terra e construir suas naves a partir de materiais encontrados na Terra.
    3. Os processos físicos envolvidos na formação de elementos em sistemas solares de outros mundos podem ser exatamente os mesmos que em nosso sistema solar. Então, as razões isotópicas dos elementos seriam as mesmas.
    4. Finalmente, os metais poderiam ser de ‘nossas’ naves.
  • As peças metálicas estavam revestidas com detritos ambientais (terra). A amostra 1 tinha humato (componente orgânico do solo) com menores quantidades de minerais como silicato e carbonato de cálcio (calcita) em sua superfície. A amostra 2 também apresenta componentes típicos de terra em sua superfície, ou seja, humato, carbonato de cálcio (calcita) e mineral silicatado. Além disso, havia um mineral semelhante ao sanidina.
  • Os propósitos das peças metálicas são desconhecidos. A amostra 1 é reminiscente de um fixador. A rugosidade de uma superfície estriada nesta peça indica que uma usinagem muito fina não era necessária. (Nota: usinagem é um processo de fabricação que envolve a remoção de material de uma peça bruta para criar a forma desejada, com dimensões e tolerâncias específicas.)

Fotografias de microscópio óptico foram obtidas das amostras usando uma câmera digital Canon A520 interligada a um microscópio Leica GZ6. Espectros de infravermelho foram então obtidos de raspagens das superfícies das amostras. Os espectros FT-IR (Transformada de Fourier-Infravermelho) foram adquiridos no espectrômetro Thermo Electron Avatar 360 usando o acessório de amostragem de diamante Smart Herrick.

As superfícies do metal foram então limpas porque a análise infravermelha (discutida nos resultados) indicou que minerais de sujeira estavam presentes nas superfícies. Isso foi feito tanto por raspagem quanto por lavagem com água destilada, seguido de acetona de grau espectroscópico em um ultrassom. Este procedimento foi necessário para evitar interferência mineral na análise final de ICP/MS.

Ambas as amostras foram preparadas para análise elementar por ICP/MS, dissolvendo-as em uma mistura de ácido nítrico/ácido clorídrico. A partir dessa análise, os elementos (níquel, cobre, zinco) foram selecionados para análise isotópica. Ambas as amostras tinham composições semelhantes. Assim, não havia motivo para suspeitar que elas teriam razões isotópicas diferentes. Portanto, uma mistura 1:1 das duas soluções previamente preparadas para análise elementar foi utilizada para a análise da razão isotópica.

Os resultados semiquantitativos elementares de ICP-MS são os mesmos para ambas as amostras. Os resultados a seguir:

A PEÇA RETIRADA DO SUPOSTO OVNI

O próprio Jacques Vallée acredita que o artefato recuperado na época (pelos dois meninos) seja de origem terrestre. Ele disse em uma entrevista ao pesquisador George Knapp: "É um suporte semelhante a muitos suportes que podem ser comprados para a bica de um poço. Na verdade, eu comprei um... então não é muito incomum." Vallée também observou que o objeto tinha dimensões "no sistema métrico" e especulou que poderia ter sido fabricado no México, e não nos Estados Unidos.

Em 8 de maio de 2023, o investigador e ex-membro da Mutual UFO Network por 30 anos no estado de Washington, James Clarkson escreveu:

“Existem casos reais de recuperação de acidentes com OVNIs; este não é um deles. As informações neste artigo foram escritas em um relatório em 17 de julho de 2016, antes que eu soubesse que haveria um livro sobre o suposto evento TRINITY UFO de Paola Harris e Jacques Vallée ou que a testemunha, Jose Padilla, faria alegações sobre ser um veterano ferido e ser um oficial aposentado da Patrulha Rodoviária da Califórnia ferido. Agora há evidências muito fortes de que essas alegações são falsas, totalizando Valor Roubado.”

O artigo escrito por James Clarkson se baseia no relatório que resume as informações que recebeu diretamente de Frank Kimbler, que conduziu extensas investigações em vários locais do Novo México onde foram recuperados detritos metálicos que supostamente estão relacionados aos OVNIs acidentados.

A PEÇA RETIRADA DO SUPOSTO OVNI

O próprio Jacques Vallée acredita que o artefato recuperado na época (pelos dois meninos) seja de origem terrestre. Ele disse em uma entrevista ao pesquisador George Knapp: "É um suporte semelhante a muitos suportes que podem ser comprados para a bica de um poço. Na verdade, eu comprei um... então não é muito incomum." Vallée também observou que o objeto tinha dimensões "no sistema métrico" e especulou que poderia ter sido fabricado no México, e não nos Estados Unidos.




Em 8 de maio de 2023, o investigador e ex-membro da Mutual UFO Network por 30 anos no estado de Washington, James Clarkson escreveu:

“Existem casos reais de recuperação de acidentes com OVNIs; este não é um deles. As informações neste artigo foram escritas em um relatório em 17 de julho de 2016, antes que eu soubesse que haveria um livro sobre o suposto evento TRINITY UFO de Paola Harris e Jacques Vallée ou que a testemunha, Jose Padilla, faria alegações sobre ser um veterano ferido e ser um oficial aposentado da Patrulha Rodoviária da Califórnia ferido. Agora há evidências muito fortes de que essas alegações são falsas, totalizando Valor Roubado.”

O artigo escrito por James Clarkson se baseia no relatório que resume as informações que recebeu diretamente de Frank Kimbler, que conduziu extensas investigações em vários locais do Novo México onde foram recuperados detritos metálicos que supostamente estão relacionados aos OVNIs acidentados.

Frank Kimbler fez várias apresentações sobre sua descoberta e análise de uma variedade de fragmentos de metal recuperados de supostos locais de queda de OVNIs no Novo México, incluindo uma apresentação no Congresso Internacional de OVNIs em janeiro de 2015 com informações diretamente relacionadas à sua investigação das alegações feitas pela testemunha Remy Baca e Jose Padilla sobre o suposto acidente de OVNI de 1945 perto de San Antonio, Novo México.

Ele esteve investigando o possível local da queda do objeto, perto de San Antonio, em 2014 junto de Paola Harris e do próprio Jose Padilla. Assim, ele passou todo o dia com seu detector de metais e constatou que era difícil detectar qualquer coisa de interesse, pois havia muito lixo acumulado.

Ele afirmou que foi capaz de realizar vários testes de gravidade específicos em uma amostra do metal do suposto pedaço do OVNI acidentado que supostamente foi retirado de uma parede interna por Jose Padilla quando ele era menino. Os testes de gravidade específica deram uma resposta consistente: as amostras do metal do suposto artefato extraterrestre são idênticas à gravidade específica de uma liga A-13 - com os testes de gravidade específicos feitos repetidamente. A liga foi usada no final dos anos 40 até o início dos anos 50. É a mesma liga de fundição usada para muitos tipos de máquinas, incluindo moinhos de vento e bombas.

Frank Kimbler entrevistou Jose Padilla, ele disse que a testemunha contou consistentemente a mesma história. Quando confrontou Jose Padilla dizendo que aquilo se parecia com parte de um moinho, Padilla disse “esta não é uma peça de moinho de vento”. Ele diz que veio de dentro da espaçonave acidentada. "Ele jurou que não era. Ele continuou falando sobre uma torre de rádio. Ele disse que o OVNI atingiu a torre de rádio. Perguntei se ele me levaria para onde estava.” Frank Kimbler.

Paola Harris afirma que os padrões estranhos são "microcircuitos alienígenas", porém foi confrontada por Frank Kimbler que afirmou: “os padrões são criados quando o metal fundido esfria e não há nada incomum ou "estranho" neles.”.

Frank Kimbler em sua palestra em 2015 na Open Minds Conference


Assim, James Clarkson escreveu:

“Depois de uma pesquisa muito cuidadosa, cheguei à conclusão de que o artefato OVNI de San Antonio de 1945 pode de fato ser uma parte de um moinho de vento. Pode não ser de 1945, mas do final dos anos 50 ou início dos anos 60. O que motivou a investigação sobre a peça foi um comentário feito pelos descobridores de que o material do OVNI foi usado para consertar uma bomba. Antigamente, os moinhos de vento geralmente acionavam bombas. Por favor, olhe para a exposição 1, que é uma foto do artefato do acidente de San Antonio e também a exposição 2, número de peça 585, no lado direito, meio inferior da página do catálogo Aeromotor. A Prova 3 é a peça real e é chamada de "cóccix". A peça é encontrada em muitos moinhos de vento e usada no mecanismo da palheta de cauda para mover o moinho de vento na direção correta do vento.”

Peça de Jose Padilla Cóccix, encontrado em moinhos

As peças não são exatas, mas deve-se levar em conta que durante muitos anos existiram muitos fabricantes diferentes e todos eles tinham vários modelos de moinhos de vento. É óbvio entender que haverá algumas variações no design da peça do cóccix de modelo para modelo e de fabricante para fabricante.

Ainda assim, Paola Harris continuou a defender a posição de que o suporte em si é de origem não humana e era parte integrante da nave alienígena. Durante uma apresentação virtual em 16 de setembro de 2023, ela disse:

“Jose entrou na nave, pegou uma barra de trapaceiro ou como você chama, um pé de cabra, puxou a peça. Eles nunca vão mencionar... que estava em uma placa que se parecia com isso, que tinha um círculo de prata e um círculo de cobre, e girava, girava. Eu queria que esta fosse a capa do nosso livro, porque se você apenas falar sobre a peça, [algumas pessoas dizem] 'oh, é uma peça do Exército, eles a usaram para enrolar um cabo'. Não, não, não, não, não. Se o fizeram, por que diabos eles o colocaram contra uma placa como essa?”

Reme Baca, em uma entrevista com Ben Moffett para o Mountain Mail em 2003, expressou sua explicação para a peça:

“Era uma embarcação bastante rudimentar, sem números de peças, e a peça que temos, nos disseram, não é notavelmente usinada, mesmo para 1945. Mas não há nada que diga que os alienígenas têm que viajar em naves espaciais notáveis.... Talvez eles tenham chegado aqui por algum método que não podemos entender e tenham fabricado um objeto bruto aqui para se locomover nesta atmosfera.”

Nas páginas 139 e 140 do livro Trinity: The Best-Kept Secret (Segunda Edição), Jacques Vallée escreveu:

“A forma e a possível função são geralmente uma reminiscência de dispositivos que ativam palhetas móveis, como o mecanismo de poços de água e a seção do mastro de moinhos de vento, por exemplo, na lista de peças padrão da Aermotor Company amplamente utilizadas na indústria. No entanto, eles não correspondem a nenhum dos produtos específicos que encontramos até agora.”

CONCLUSÕES SOBRE O ARTEFATO

Assim, a forma do objeto de metal fundido foi identificada durante várias investigações como provavelmente parte de um moinho de vento. Frank Kimbler identificou-o como mais parecido com a Parte No. A585 de um moinho de vento fabricado pela Aermotor Company de Chicago.

Vallée também escreveu em seu livro sobre o estudo do caso:

“Já havia sido testado no México (em 24 de outubro de 2017) no Centro Educacional Analítico, onde o engenheiro químico Bernabe Hernandez Santos encontrou uma preponderância de alumínio (757 mg por grama) seguido por um elemento "ilegível" para 34,6 mg, depois zinco (27,0), ferro (6,5) e outro desconhecido para 158,5 mg. Tudo isso não fez sentido. "Não acredito em elementos ilegíveis", disse a Paola. "Deve haver melhores resultados em algum lugar e, de qualquer forma, vamos refazer as medições."

Em abril de 2023, Jacques Vallée respondeu um e-mail ao investigador Douglas Johnson onde diz:

“José recentemente deu a peça para Paola, que cortou uma pequena seção para eu analisar. Temos novas análises de laboratório em revisão”

Até o momento, nenhum novo resultado de análise foi revelado.

Créditos e Referências

Edição e organização: Rodrigo Pontes

Blog: Canal João Marcelo

Fontes citadas no material:
Jacques Vallée, Paola Harris, Reme Baca, José Padilla, Frank Kimbler, James Clarkson, Douglas Johnson, Frank Moffett, Ben Moffett, George Knapp e documentos associados ao caso “Trinity UFO”.

Observação editorial:
O conteúdo reúne transcrições, entrevistas e análises sobre o caso “Trinity UFO”, incluindo alegações de testemunhas e investigações posteriores realizadas por pesquisadores independentes.

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